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sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

A FOTO E A SAUDADE DAS RODAS DE AMIGOS EM SANTA TEREZINHA

Nesta foto que marca a era Bandepe em Santa Terezinha, quando veio morar aqui Paulo Roberto de (Andrade), ultimo agachado a direita, e a volta de Armindo de Zé Nicolau que era Auxiliar de serviços gerais da saudosa estatal que este editor também trabalhou lá de 1985 a 1987. Dr. Hélio Melo de Lima, sua irmã Cristina, Sinaldo Melo, Madrinha Juja, Galego dos Piu,a saudosa professora Lucia Maria Liberal de Vasconcelos, o ex-vereador Antonio Germano, Zé Neto do Sindicato, Nelson Nicolau, Dimas de Emilina, Doutor Barbeiro, Vandelson Leite, Dedé de Maria Preta, Dejinha de Espedito, Susana Araújo, Vilebaldo e Yane, os irmãos Ivanio  e Iran de Ivo, ISilvio Romero, Cristina de Zé do Churrasco. Agora esse garoto ao lado de Iran eu não reconheci.
Arquivo: Armindo Gomes.

BAR DE RAUL, O TEMPO E A IMAGEM MATANDO SAUDADES

Nesta foto vamos matar a saudade do Bar de Raul, isso nos anos 70, sendo o prefeito José Gomes da Silva, mais conhecido por Zé Nicolau, com seu cigarro na mão tomando umas dosezinhas de pinga com cerveja. De camisa vermelha Raul Lustosa Medeia, de chapéu preto Zé, com a cerveja na mão Zezé Timóteo, de camisa branca Geral Melo, irmão da ex-vereadora Socorro Melo, o de camisa vermelha com listras é Martinho Sapateiro, do seu lado Vilebaldo de Zezé Galo. O menininho fazendo pose é Armindo Gomes da Silva filho do saudoso ex-prefeito Zé Nicolau. Esse de camisa amarela não soube identificar, me ajudem a reconhecer.
Arquivo: Armindo Gomes.

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

O PADRE SEBASTIÃO RABELO, SANTA TEREZINHA DO INICIO ATÉ OS 50 ANOS

Pe. Sebastião na inauguração do Posto Esso em S,J.doEgito
Foi através desse homem que tudo começou, nos anos 20 ele veio visitar um sítio muito habitado que tinha como moradores Virgulino José dos Santos, Minervina dos Santos, Joaquim Martins de Souza. Jacinto Martins de Souza, Ana de Souza Dias, ela que colocou o primeiro hotel em Santa Terezinha. Histórias verídicas que não consta em livros, apenas em mente de alguns herdeiros dos nosso pioneiros. O Padre Mons°. Sebastião Rabelo veio conhecer o tal sítio que tinha como nome Caldeirão das Bestas, que era nada mais que uma pedra com 40 palmos de profundidade e quase 2 metros de largura no meio de um enorme lajeiro entre o Bar de João e a casa da família Paulino. Com o passar dos anos o sítio foi agregando pessoas e aumentando e o Pe. sempre vindo rezar com os moradores. O tempo passa e o que era sítio torna-se um povoado. A vila do Tigre vai acompanhando o mesmo ritmo, fica maior e se instala o Tabelião José Salviano que era residente lá. Ele começa a registrar nossa gente, eu tenho em meu registro sua assinatura. Passa-se anos e o Padre que já era Monsenhor, junta os residentes e e marca uma Missa debaixo de uma grande árvore (Sombreão)na propriedade do senhor Virgulino, junta algumas famílias e reza, nesse instante ele tem suas ideias e ver o crescimento desordenado do lugarejo. Aí vem a primeira feira e o crescimento aumento a economia em alta, vários feirantes se aproximando, novos moradores vindo pra cá. nomes como Joaquim Romão e seu filho José Romão( Seu Nozinho) e tantos outros. A paraíba começa a cobrar altos impostos e perseguir nossos comerciantes, lá vem o Padre para apagar o fogo. Foi aí que ele reuniu o pessoal e mudou o nome de Caldeirão para FEIRA NOVA, devido o impulso que o desenvolvimento dos comerciantes deu a nova morada, de sítio, povoado, vila, e cidade. Em 1963 o então governador Miguel Arraes de Alencar nomeia várias cidades no estado, e o nosso pajeú recebe algumas como: Santa Terezinha, Solidão, Ingazeira e outras. Neste mesmo instante o Padre que era devoto de Santa Terezinha, ele se organiza e muda o nome que já se emancipa Santa Terezinha em 1º de janeiro de 1964 a lei entra em vigor, ela nasceu em 63 e se perpetua em 64. Muitos comemoram no ato da criação do projeto de lei 4990 de 1963. VIVA SANTA TEREZINHA, VIVA PADRE RABELO, VIVA O POVO HOSPITALEIRO. Por VALMIR ANDRADE.

sexta-feira, 12 de julho de 2013

VOLTANDO A MINHA TERRA COM SEVERINO FEITOSA POETA DE SANTA TEREZINHA


Severino Feitosa volta a terra em Cantoria no Bar de
Zé de Zé Grande numa grande encontro emocionante.
VOLTANDO À MINHA TERRA - Canção Severino Nunes Feitosa
 Peço a Deus todo momento
 Pra um dia me levar
 Onde foi meu nascimento
 Refrão
 O que não posso tirar
 Nunca da minha lembrança
 é o pedaço de terra
 que vivi quando criança
 Eu fui um pássaro que viveu feliz
 Cantando livre nesses matagais
 Bebendo água nas cacimbas claras
 Depois voando para os mangueiras

 Eu fui menino que andou descalço
 Pulando corda e jogando pião
 Cortando lenha pra fazer o fogo
 Batendo enxada pra cavar o chão
 Refrão
 Fui tangerino das estradas longas
 Do vale verde que me viu andar
 Depois tornei-me num cigano errante
 Que deixa a tropa pra poder voltar

 Na grande ânsia de ver a beleza
 Da minha terra meu rancho e meus pais
 Tive alegria e tive tristeza
 Como era antes ninguém era mais
 Refrão A casa antiga onde me criei
 Não tem as mesmas portas e janelas
 Até as moças com quem namorei
 Estão casadas não são mais aquelas

 Os meus amigos e os meus parentes
 Que cultivaram essa terra outrora
 Os que ficaram estão diferentes
 Uns já morreram e outros foram embora
 Refrão
 Deus me conceda que eu volte um dia
 à terra amada do meu nascimento
 onde eu juntei dor e alegria
 misturei tudo no meu pensamento
 fui obrigado pelo meu destino
 tentar um meio de sobreviver
 mas nessa terra onde eu fui menino
 queria ainda morar e viver.

quarta-feira, 19 de junho de 2013

Chico de Otacílio em "Os carnavais dos anos 70"



Vou usar esta música a abaixo como tema para mostrar essa foto do meu amigo Francisco Herculano Pereira, mas conhecido por Chico de Otacílio e sua amada Fátima Jucá ao centro da foto com cigarro no dedo, e alguns amigos nos carnavais de 1977 em São José do Egito.
Arquivo Gilberto Lopes.

A nossa vida é um carnaval
A gente brinca escondendo a dor
E a fantasia do meu ideal
É você, meu amor
Sopraram cinzas no meu coração
Tocou silêncio em todos clarins
Caiu a máscara da ilusão
Dos Pierrots e Arlequins
Vê colombinas azuis a sorrir laiá
Vê serpentinas na luz reluzir
Vê os confetes do pranto no olhar
Desses palhaços dançando no ar
Vê multidão colorida a gritar lará
Vê turbilhão dessa vida passar
Vê os delírios dos gritos de amor
Nessa orgia de som e de dor
La lalaia lalaia lalaia

Discurso de posse do Ex-prefeito José Gomes da Silva ( Zé Nicolau)

Este foi o momento do discurso de posse do ex-prefeito José Gomes da Silva ( Zé Nicolau), na calçada do Paço Municipal na entrada da Câmara municipal hoje, antes a prefeitura. Nesta foto eu reconheci; o mais alto de todos é sem dívidas o ex-vereador Manoel Epaminondas de Melo ( Manoel do Saco)com a mão sobre o peito Irene de João da Pedra, Sinaldo Leite de Melo, Rita de Antonio Pelado, Antonio Piau, em baixo defronte a grade de ferro Martinho de Zuca Preto. Depois se lembrar descrevo os outros.
Arquivo Gilberto Lopes.

Vereadores de Santa Terezinha que a própria história desconhece



Esta foto marca muito para família Lopes/Vasconcelos/Grande, simplifico, este assinando a documentação de posse de mandato é nada mais nada menos que Luiz Lopes de Vasconcelos ( Luiz de João Grande),ele que foi casado com Dona Amara, tiveram quatro filhos: Solange, Soneide, Sandra e Sonivon. Este que depois tornou-se nosso mestre de obras e chegou a secretariar essa função como Secretario de obras que mais atuou em gestões passadas. Naquela época os vereadores não tinha remuneração financeira, ou seja quase que pagavam para trabalhar e defender os projetos para o bem do município. Na imagem eu reconheci; o saudoso fotografo Oscar Ferreira Costa conversando com também vereador Manoel Epaminondas de Melo( Manoel do Saco), acho que este em pé olhando a tela da máquina era Antonio Benigna. no cantinho direito o verador Zé Totonho, coordenando os trabalhos Anchieta do Cartório. As portas são a mesma, lá na Câmara, lembra?
Arquivo Gilberto Lopes.

A despedida de Seu Nozinho do poder em Santa Terezinha



Esta foto marca o fim da era Nozinho Romão, datada de 1970, no prédio da prefeitura antes da reforma quando passaram os trabalhos para o primeiro andar, os destinos de Santa Terezinha eram trassados onde funciona a Câmara municipal. José Romão de Araújo assina o livro e passa o bastão para José Gomes da Silva ( Zé Nicolau) que governou por três anos devido mudanças em eleições quer acontecia tudo junto, por isso o motivo da gestão de Zé por apenas três anos. O de camisa Branca é o Severino Nicolau, esse por traz na direita e de lado é o saudoso ex-vereador Vicente Soares de Freitas, ( Então pai do empresário d construção civil Agnaldo Freitas). Este ao lado de Seu Nozinho é o também saudoso Anchieta do Cartório.
Arquivo Gilberto Lopes.

domingo, 2 de junho de 2013

Saudades do tempero de Dona Jacinta do Hotel

Esta foto marca um momento inesquecível na família de Socorrinha de Zé Alberto, filha do saudoso Lourença Suprino e Dona Jacinta. Aqui a família reunida, Rejane, Diógenes, Alberto Filho, as meninas e meu amigo Junior ainda sem caminhar, hoje o homem feito. Diógenes Vasconcelos se consagrou um dos grandes enfermeiros em Campina Grande, hoje trabalha em varias cidades, inclusive sua terra natal.
Arquivo Diógenes Vasconcelos.

Posse de Zé Nicolau 3º prefeito de Santa Terezinha

No ano de 1969 tomava posse o senhor José Gomes da Silva, mais conhecido por Zé Nicolau, ele havia ganhado a eleição do saudoso ex-vereador Horácio José de Souza, empresario do ramo de combustível, ele foi o candidato por conta de uma compra de vereadores, um dos tais se vendeu e não apoiou a candidatura do meu avô Afonso. Numa eleição apertada Zé ganhou e governou apenas três anos. Em 1972 foi a primeira candidatura do saudoso ex-prefeito Afonso Ferreira de Andrade que governou o município por seis anos. Na imagem Lula Alexandre, Inácio, e Geraldo Nicolau irmão de  Zé no dia da Posse de Zé Nicolau então terceiro Prefeito de Santa Terezinha. Foi justamente nesta época que surgiu os nomes dos partidos que foram copiados por São José do Egito. Rabo de Couro e Boca Preta. O grupo de Horácio Rabo de Couro e os outros BP. Antonio Macaco dizia que o nome Boca Preta era por conta da cor de Zé Nicolau, mas não isso veio da terra da poesia que com a entrada de Raimundo Eufrásio vindo das Batatas deu-se o nome de 'Poeira'. Tá contada a história. 
Arquivo Gilberto Lopes.

quarta-feira, 29 de maio de 2013

O transporte terezinhense de romeiros das Missões de Frei Damião na cidade de Teixeira-PB.

Misto nas Missões de Frei Damião na cidade de Teixeira-PB.
Este em tela é um caminhão Chevrolet ano 1957, que foi transformado em pau de arara e que chamávamos de Misto. Este pertencia ao Saudoso João Marins Ferreira, meu avô. Dizem os mais velhos que ele foi o motorista  antigo da nossa terra santa, transportava o progresso de Santa Terezinha para Patos, e cidades adjacentes. Meu contou na noite de hoje que este transportava fibra de agave (Sisal) daqui pra Campina Grande, isso em alguns dias de viagem em estrada de chão batido, cheias de curvas e abismos. Nossa família herdou o velho e cansado caminhão, passou por alguns dos filhos e terminou seus dias de vida em João Dourado que antes era Canal na Bahia, quem o levou foram os irmãos Eretiano Martins Ferreira e Geraldo Martins. Hoje só resta lembranças como diz a música de Bartô Galeno.
Arquivo da família.

O passado politico de paraíba á pernambuco

Nesta imagem juntamos a politica com medicina e segurança. O primeiro da fila o ex-vereador Tibucio Batista Neto ( Tito da Lagoa, In-memoriam), Joacil Martins de Souza ( Peba Martins, In-memoriam,José Caetano de Brito (Tiu Caetano In-memoriam), Dr. Carlos Magno Vaz da Costa( Dr. Carlos), Amaro Ângelo( Cabo Amaro), Geraldina Tenório, por traz Dr. José Moura Mororó( Dr. Mororó, In-memoriam), e o garoto João Bernardo Neto ( João Caneco). Este foi um grande encontro de amigos em um Bar de Santa Terezinha.
Arquivo Lurdinha de Tito.

O passado do presente entre as famílias Zezé Leite e Caboco Ferreira

O tempo passa, o tempo voa, dizia uma comercial da Caixa Econômica Federal ainda nas tvs sem controle remoto. O empresário terezinhense Paulino Ferreira de Lira ( Caboco da Bodega), José Leite de Lima( Zé Leite,In-memoriam), Maria Vilani Leite de Lima, o hoje Dr. Hélio Melo de Lima, sua irmã Cristina Melo, e os irmãos Paula Andreia Ferreira Santos e Eclériston Clério Ferreira Santos( Zé de Caboco). Essa festa foi em algum casamento em que ambos na imagem foram os padrinhos.
Arquivo Elis Regina Leite.

Ao som dos batuques da Banda Marcial José Paulino de Siqueira em Santa Terezinha

Ao som dos batuques da Banda Marcial José Paulino de Siqueira em Santa Terezinha no extinto prédio onde funcionava a escola que educou milhares de terezinhenses ao longo dos anos. A equipe da esquerda para direita: Dourival Chaveiro (Baixinho Soldado) Socorro de Cremilda, Lucia Maria Liberal de Vasconcelos (In-memoriam), Sinaldo de Manoel do Saco, Oliveiros Gonçalves de Brito (In-memoriam), José Adjair Ribeiro (  Tico Banha), José Eduardo de Oliveira o Maestro, Adailton Lira Feitosa (Dai In-memoriam), Marcos Antonio ( Marcos de Antonio Macaco In-memoriam), Francisco de Assis Ribeiro( Assis de Lourinha), José David de Vasconcelos Neto( Zé Neto do Sindicato). As crianças; Ninvaldo Lutosa da Costa, José Edson( Nêgo Macaco) Amilton Lira ( Mita de Sueli), Joacil Ferreira de Vasconcelos(Joinha de Espedito) e o jovem Jurandir Soares. Por traz de óculos, José Carlos Leite Silva (Texera de Joca), antes de Dourival, fiquei com uma duvida, será Gonzaga de Zé Gueguel? Me ajuda aí. A Banda que teve inicio nos anos 70 teve seu fim em 2000.
Arquivo Lurdinha Siqueira.

Das mãos santa de Dona Adélia o nascimento de muitas vidas.

Em meados dos anos 26 começa seus trabalhos de parteira Dona Adélia, essa mulher franzina ao lado de seus amados filhos Orlando Batista dos Passos, Maria de Fátima Passos e Maria de Lourdes Siqueira Passos. Ela que começo a realizar seu oficio dado por Deus, ser parteira, isso começou em 1926 aqui em Santa Terezinha que na época era uma pequena Vila pertencente a São José do Egito. Foram vários filhos ilustres que nasceram com ajuda dessa grande mulher que nos deixou com muita saudade, quantos e quantos estão vivos sem contar os que se juntaram a ela no firmamento. Esta foto foi datada de 1971 defronte a sua casa onde morou por longos anos.  
Arquivo Lurdinha Siqueira.

terça-feira, 2 de abril de 2013

Antonio Dias Novo, Um home de Fé

Antonio Dias Novo,popularmente conhecido e as vezes xingado por Antônio Pirú,ele ficava uma arara com alguém o chamava assim. Ele batia a cabeça até sair sangue quando alguma pessoa não chegava perto para pedir que parasse de bater. Este era um de fé, gostava muito das Igrejas, em tela ele dentro de sua capela de Santo Antonio por traz Colégio estadual. Esta capela foi doado o terreno por Anisio Ferreira de Andrade e com ajuda das pessoas foi realizado o sonho de Antonio. Hoje essa capela está sob a organização de Dona Lourdes e alguns paroquianos. Antonio não deixa de ser um folclórico terezinhense.
Arquivo Idaelson Silva. 

O ENCONTRO DE MANÉ DE COCO E LAMPIÃO


Manoel Bento de Araújo (Mané de Coco)

Manoel Bento de Araújo, vulgo Mané de Coco era um poeta de memória, pois tinha uma mente privilegiada guardando dentro do quengo mais de 400 versos. 

O ENCONTRO DE MANÉ DE COCO E LAMPIÃO – Jéfferson Desouza
Nas bandas do Pernambuco
Desde os tempos do cangaço
Quando briga findava no braço
Na pexeirada ou na bala
Que até hoje se fala
Das histórias de um caboclo
Sobre ele falo um pouco
No causo que agora conto
Que foi o dia do encontro 
De Lampião e Mané de Coco.

A Mané por uns cruzado
Deram a tarefa covarde
De ir em cidade e cidade
Pregar uns cartaz de procurado
No papel um retrato estampado
Com a foto de Lampião
Em baixo a descrição
Bandido, saqueador, e bandoleiro
E recompensa ao pistoleiro
Que o trouxer vivo ou num caixão.

E saiu Mané no seu jegue
Cumprindo sua jornada
Pregando ‘inté’ de madrugada
Os cartazes por onde passava
Mas uma coisa lhe assombrava
- E se com Lampião eu topar?
O delegado pra lhe sossegar 
Lhe conferiu a garantia
Que a muito Lampião se escondia
La pras bandas do Ceará.

Mas parece que a informação
Não ‘tava’ bem informada
Numa certa madrugada
Uns jagunços viram Mané 
No mato sem proteção qualquer
Dormindo por riba do chapéu
Com a bunda levantada pro céu 
O pobre Mané só sentiu
Quando com cano do fuzil
O jagunço cutucou-lhe o anel.

Mané sentiu o cutucão
Bem no meio do traseiro
De olho fechado tremendo inteiro
Tateou um troço roliço e fino
Pensou “valhei Jesus minino”
Não julgue mal esse coitado
Não sou, nem quero ser ‘viado’
Mas que isso seja o jumento, senhor
Que quer me comer e seu troço afinou
Porque se não for eu ‘tou’ é lascado.

Quando Mané abriu o olho
Avistou o que temia
Pensou “esse é meu ultimo dia!” 
Nessas terras do sertão
Era mesmo Lampião
E um bando de cangaceiro
Perguntando por dinheiro
Mané disse “tem não senhor”
E não me mate por favor
Mas se matar, mate ligeiro.

Respondeu o cangaceiro
- Eu não sou nenhum covarde
Não mato só por maldade
As vezes mato por dinheiro
Junto com meus companheiro
Só fazemos nos proteger 
E pare logo de tremer
Pois se não me esconde nada
Pegue logo a estrada 
Que vou liberar você.

A alegria durou pouco
Pois o jagunço Séraz
Num é que encontrou ‘os cartaz’
Entre as coisas de Mané 
Lampião gritou: – O que é?
- Esse cartaz de procurado?
- Tu tá de acoite com os ‘sordado’!
Portanto cabra se apresse
Em fazer sua última prece
Que tu vai ser fuzilado.

Mané disse: meu capitão!
Me permita se explicar
Se o senhor me matar
Matará um inocente
Ao senhor eu sou temente
Nunca lhe desejei um ‘má’
Eu quero mesmo mostrar
Que estou a lhe servir
Se o senhor permitir
A minha historia contar.

- quando vi ‘esses cartaz’
Fiquei muito indignado
Não deixei um ‘apregado’
Pelos cantos que passei
Ai ‘dispois’ eu pensei
Vou deixar isso assim não
Vou rodar todo o sertão
Arrancando ‘esses cartaz’
Pois fraqueza dessa não se faz
Ao meu nobre capitão.

Ai sai no meu jegue
Cumprindo minha jornada
Arrancando ‘inté’ alta madrugada
‘Esses cartaz’ maldiçoado 
Não deixei um ‘apregado’
Rodando o sertão sem medo algum
Embaixo de sol, e as vez em jejum 
E no mato tiro ‘minhas pestana’
E quando acaba a semana
Queimo ‘os cartaz’ e não deixo um.

- E graças a deus esse encontro
Na bolsa Mané enfiou a mão
Tirou quatro pregos longos de vergalhão
E disse tome cá esse presente
Lampião disse descrente
- Quatro prego? Tá brincando com eu?
Mané disse “aceite o presente meu”
E por favor não se ofenda
Essa é um oferenda
Envia pelo filho de Deus

Esses pregos meu capitão
Vieram do estrangeiro
Rodaram o Brasil inteiro
Ate chegar em minha cidade
E o padre de lá por bondade
Sendo seu admirador
A tarefa me confiou
De no dia que lhe encontrar
Esses santo prego entregar
Não próprias mãos do senhor.

Esses pregos capitão
Foram tirados da cruz
Eles pregaram Jesus
No dia de sua morte
São objetos de sorte
Por nosso senhor protegido
E você foi escolhido
Pra receber esse presente
E garanto daqui pra frente
Por tiro nunca será atingido.

Lampião ficou contente
Por ser um homem de fé
Abraçou, agradeceu Mané
Aquele presente de Deus
Com os pregos na mão se benzeu 
‘Tava’ protegido por cristo 
- Mané vou lhe recompensar por isto
Mas tudo ficou ameaçado
Quando veio cismado do outro lado
Pedindo palavra o jagunço Curisco.

- Lampião me desculpe
Mas este cabra lhe enganou
Pois pra pregar nosso senhor
Só três pregos foram usado
Um pregado em cada braço
E só um pregando os ‘dois pé’
Um mais dois dá três, não é?
Então tem prego ai sobrando!
Lampião apontou a arma gritando
- É melhor tu se explicar Mané!.

Mas Mané é cabra esperto
E disse de prontidão
- Vocês num se alembra não?
Na cruz tinha uma placa pregada
E nela uma frase talhada
A pois esse prego veio de lá
E se a memória não falhar
Lá ‘tava’ escrito o firmamento
O primeiro mandamento
“É proibido matar!”.

Lampião sabia que a frase na cruz
Dizia “Jesus, Rei dos Judeus”
E que o mandamento de Deus
“Não matarás” não é o primeiro
Mas liberou Mané são e inteiro
Viu sua inteligência como proeza
E vocês podem ter certeza
Que pra viver por mais um dia 
Ou o cabra usa da valentia 
Ou se vale da esperteza.

Poeta Terezinhense descreve a serventia da Farinha












AS SERVENTIA DA FARINHA

A farinha é um marco
Que ao nordeste da brilho
Com farinha me farto
De mandioca ou de milho
É tradição de pai pra filho
Come-la frequentemente
Pois se a comida da gente
Tá mole deixa um reboco
Aumenta o que tá polco
E esfria o que ta quente

A farinha agente ama
Pois com tudo é combinada
Com tripa chama uma cana
Com ‘toicim’ outra bicada
Feijão sem farinha é nada
Farinha sem feijão num guento
Separar esse casamento
Aqui não vem ao assunto
Só não pode comer muito
Pra não dá causa entupimento

É branca a de mandioca
A de milho amarelinha
A branca chamada “de roça”
Serve bem numa galinha
De tanto comer farinha
Cuidado pra num entalar
De Faro fafi fafafá
Forofada fumegante
Forte feito fortificante
Agora fale isso sem engasgar

A de milho se faz cancão
Também se come com mel
Com a de roça um belo pirão
Pro de Balta tiro o chapéu
Bolo, biscoito, pastel
A de milho é indicada
Em todo bicho que nada
A de roça cai muito bem
E ela serve também
Pra pescar em fojo piaba

Farinha de milho com leite
Cuscuz, fubá e angu
Farinha da mandioca
Ralada no Caititu
Enfeita o prato antes nú
Deixa em carne engordurada
A gordura camuflada
Pra acabar é a derradeira
Até pra acender churrasqueira
Num é que serve a danada

Foi escrita em poesia
Já foi tema musical
Manoel Oliveira escrevia
Todo seu potencial
“Farinha com feijão é animal”
Cantou Djavan em toada
Da Cruz diz em forma adequada
Que se fosse americana
O baquete de bacana
Era mesmo farinhada

A cocaína é a farinha
Que não quero e nunca quis
É diferente da minha
Deixa gente infeliz
Se cheira com o nariz
Ou aplica com injeção
Com ela não come feijão
E a pessoa fica loca
Farinha boa come com a boca
A que cheira não vale um tostão

Poesia: “Mas só em Santa Terezinha Cabrita anda em telhado”







Vendo essa imagem não aguentei, deu verso...

Nessa vida eu já vi
Lampião correr de medo
Jesus brigar com Pedro
Rio São Francisco Secar
Peixe voando no mar
Barcelona ser goleado
O Saara com neve gelado
Dente em bico de galinha
O poeta das presepada...

Popó e Maguila apanhar
Elefante com anorexia
Tartaruga que corria
Mas ligeiro que carro esporte
Papalegua perder pro Coiote
Vaquejada sem cavalo e gado
Papa Chico fazendo pecado
Num momento que perdeu a linha
“Mas só em Santa Terezinha
Cabrita anda em telhado”

Já vi Lula e Enéias sem barba
Acabar o sal de Mossoró
Chitanzinho expulsar Xororó
Pra lua o homem viajar
Pamonha de maracujá
Galope de jegue piado
Velhaco pagando o fiado
Tudo vi nessa vida minha
“Mas só em Santa Terezinha
Cabrita anda em telhado”

Jefferson Desouza, O poeta das presepada...

POETA TEREZINHENSE FAZ POESIA DA CHUVA




 A POESIA DA CHUVA
 O céu num azul intenso
É a folha de papel
O vento rabisca o céu
Anteriormente parado
Vai ficando agitado
Seu sopro aos ‘pouco’ cresce
Como um poeta escreve
 As ideias que a ele surgem
Estrofes feitas de nuvem
 Rimadas no papel celeste
O mote que em prece fizeste
 Com água servindo de tinta
Escorre do lápis e pinga
Criando sereno ao acaso
A quentura subido em mormaço
Do chão quente molhado
Declama o trovão envergonhado
 Baixinho os versos trovejando
 As rimas vão o empolgando
E o tom de sua voz aumenta
A folha celeste não ‘guente’
Toda a tinta em água derrama
O trovão mais forte se exclama
Cai água, o céu ‘relampia’
A biqueira mostra serventia
Molhando quem tá embaixo dela
 Espiando a ‘muié’ da janela
Esperança escorrendo em água
Aos declames em fortes ‘trovoada’
 Vão enchendo açude, barreiro
Cassote nadando faceiro
Pasto verde alegra uma vaca
Da toca sai preá e paca
Os joelhos no chão agradece
A água que a tudo carece
Das palavras com ela escrita
É vida a pilapo, catita
Marreco, bacurau e saúva
 Animal e homem se curva
Grato esquecendo a tristeza
Admirando a beleza
Nos versos da Poesia Da Chuva...
 (Jéfferson Desouza)